domingo, 26 de agosto de 2018

“A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna.” Jo 6, 68b (26/08/2018)


Jesus nos convida a meditar neste domingo sobre a solidez da nossa fé, muitas vezes esperamos ouvir aquilo que nos é agradável e esperamos da palavra de Deus somente aquilo que nos convém, Jesus não veio ao mundo para tentar agradar a todos, ele proferiu as palavras certas para as pessoas certas, ele anunciou um reino onde todos somos irmãos e que os direitos são iguais para todos, mas, também não cessou em denunciar toda a forma de opressão que impunha um pesado fardo nos ombros dos mais desvalidos, tanto a opressão política quanto a opressão religiosa. As palavras de Jesus são espirito e vida, e que ela ilumine a nossa caminhada.

Na primeira leitura Josué 24,1-2.15-18 nos mostra que é chegada a hora de decidir a quem serviremos.
Leitura do livro de Josué: Naqueles dias, 1Josué reuniu em Siquém todas as tribos de Israel e convocou os anciãos, os chefes, os juízes e os magistrados, que se apresentaram diante de Deus. 2Então Josué falou a todo o povo: 15“Se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir: se aos deuses a quem vossos pais serviram na Mesopotâmia ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Quanto a mim e à minha família, nós serviremos ao Senhor”. 16E o povo respondeu, dizendo: “Longe de nós abandonarmos o Senhor para servir a deuses estranhos. 17Porque o Senhor, nosso Deus, ele mesmo é quem nos tirou, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da escravidão. Foi ele quem realizou esses grandes prodígios diante de nossos olhos e nos guardou por todos os caminhos por onde peregrinamos e no meio de todos os povos pelos quais passamos. 18Portanto, nós também serviremos ao Senhor, porque ele é o nosso Deus”. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

Em nossa jornada muitas vezes nos afastamos do caminho do Senhor, as seduções do mundo nos faz praticar muitas coisas que não condiz com as atitudes de um bom cristão, vemos que diversas pessoas que frequentam e até atuam como lideranças nas igrejas, católicas e protestantes, que vivem em meio à corrupção, usam os cargos confiados a eles para a ascensão financeira pessoal ou do seu grupo, é preciso escolher a quem serviremos, somos os mesmos, dentro e fora das igrejas, e não podemos ter atitudes diferentes quando saímos da igreja para o mundo, é preciso decidir agora qual caminho seguiremos.

No Salmo 33(34) confiamos a nossa vida ao Senhor, Ele ouvi o nosso clamor e nos liberta de todo mal, bendigamos e louvamos ao nosso Deus.
Provai e vede quão suave é o Senhor!
Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem!
O Senhor pousa seus olhos sobre os justos, e seu ouvido está atento ao seu chamado; mas ele volta a sua face contra os maus, para da terra apagar sua lembrança.
Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta e de todas as angústias os liberta. Do coração atribulado ele está perto e conforta os de espírito abatido.
Muitos males se abatem sobre os justos, mas o Senhor de todos eles os liberta. Mesmo os seus ossos ele os guarda e os protege, e nenhum deles haverá de se quebrar.
A malícia do iníquo leva à morte, e quem odeia o justo é castigado. Mas o Senhor liberta a vida dos seus servos, e castigado não será quem nele espera.

Falando aos Efésios 5,21-32 o apóstolo São Paulo vem nos mostrar a essência do que é amar e do que é submeter-se, nos revela o melhor exemplo, Cristo e a sua Igreja.
Leitura da carta de são Paulo aos Efésios: Irmãos, 21vós que temeis a Cristo, sede solícitos uns para com os outros. 22As mulheres sejam submissas aos seus maridos como ao Senhor. 23Pois o marido é a cabeça da mulher, do mesmo modo que Cristo é a cabeça da Igreja, ele, o salvador do seu corpo. 24Mas como a Igreja é solícita por Cristo, sejam as mulheres solícitas em tudo pelos seus maridos. 25Maridos, amai as vossas mulheres, como o Cristo amou a Igreja e se entregou por ela. 26Ele quis assim torná-la santa, purificando-a com o banho da água unida à Palavra. 27Ele quis apresentá-la a si mesmo esplêndida, sem mancha nem ruga, nem defeito algum, mas santa e irrepreensível. 28Assim é que o marido deve amar a sua mulher, como ao seu próprio corpo. Aquele que ama a sua mulher ama-se a si mesmo. 29Ninguém jamais odiou a sua própria carne. Ao contrário, alimenta-a e cerca-a de cuidados, como o Cristo faz com a sua Igreja; 30e nós somos membros do seu corpo! 31Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne. 32Este mistério é grande, e eu o interpreto em relação a Cristo e à Igreja. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

Não podemos pensar que o fato da mulher se submeter ao seu marido, irá tirar-lhe a vida própria, o sentido de submissão é uma pequena parte em um contexto mais global, os maridos devem amar, cuidar, nutrir e prover, para que a mulher sinta-se feliz e amparada, não se pode separar uma coisa da outra, penso que hoje os casais devem mutuamente serem submissos, um se submeter ao outro, e isso também se repete ao amar, cuidar, nutrir e prover, ninguém odeia a própria carne e ao casarmos formamos uma só carne, um só espirito e um só coração, o excesso de individualismo está destruindo muitos lares, casais que não se entende estão construindo uma sociedade de filhos frustrados, precisamos resgatar o verdadeiro sentido de se formar uma família, cuidando bem das famílias prepararemos bons cidadãos para o mundo.

No evangelho segundo São João 6,60-69, vemos como Nosso Senhor endurece o discurso e afasta aqueles que compartilhavam dos seus ideais para a salvação do mundo.  
Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João: Naquele tempo, 60muitos dos discípulos de Jesus que o escutaram, disseram: “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?” 61Sabendo que seus discípulos estavam murmurando por causa disso mesmo, Jesus perguntou: “Isto vos escandaliza? 62E quando virdes o Filho do homem subindo para onde estava antes? 63O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida. 64Mas entre vós há alguns que não creem”. Jesus sabia, desde o início, quem eram os que não tinham fé e quem havia de entregá-lo. 65E acrescentou: “É por isso que vos disse: ninguém pode vir a mim a não ser que lhe seja concedido pelo Pai”. 66A partir daquele momento, muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele. 67Então, Jesus disse aos doze: “Vós também vos quereis ir embora?” 68Simão Pedro respondeu: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. 69Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o santo de Deus”. – Palavra da salvação. – Glória a Vós Senhor.

Observando as nossas igrejas e a nossa sociedade, nos deparamos com situações que as pessoas tentam manipular as coisas a seu favor, acredito que aqueles que viraram as costas e não mais seguiram a Jesus, queriam na verdade molda-lo as suas necessidades, não pensavam no bem comum e em direitos iguais, queriam realmente aproveitar das benesses de serem discípulos de Jesus, digamos que para eles ser discípulos seria o equivalente aos cargos comissionados da política de hoje, mas, a mensagem de Jesus era bem diferente disso, para ele todos tinham direitos e deveres iguais, quem mais possuía devia prover para aqueles que nada possuíam, sendo assim, o projeto não agradou e eles o abandonaram.

Que neste domingo o Espirito Santo nos ilumine para que possamos entender e praticar verdadeiramente a palavra de Deus, chega de manipulações em nossa igrejas e em nossa sociedade, onde muitas vezes se usam a palavra de Deus para obter lucros e oprimir o povo, precisamos, como Pedro, reconhecer que em Nosso Senhor Jesus Cristo encontramos as palavras de vida eterna, e que nos salva, liberta, alimenta e nos impulsiona para anunciar a todo o mundo a boa nova de Jesus, famílias bem estruturadas para formar uma nova civilização, mas, para isso é preciso decidir a quem queremos servir, eu e a minha família serviremos ao Senhor.
Rubens Corrêa


domingo, 19 de agosto de 2018

Assunção de Nossa Senhora, Maria serva santa e fiel (19/08/2018)


Neste domingo celebramos a solenidade da Assunção de Nossa Senhora, vemos em Maria modelo de mulher, esposa e mãe, ela é a grande inspiração para nossa vida, pois sendo alguém tão especial, mãe do Salvador, se fez de humilde serva do Senhor colocando-se a serviço dos que mais necessitava, ela acompanhou Jesus do nascimento ao calvário, e junto com os Apóstolos recebeu a grande notícia da ressurreição do seu filho, foi ela quem primeiro recebeu o Cristo, fez do seu ventre um sacrário vivo para abrigar o Salvador do mundo.

No livro do Apocalipse 11,19; 12,1.3-6.10 vemos um relato de um grande sinal no céu e este sinal ainda resplandece hoje para todos nós.
Leitura do livro do Apocalipse de são João: 19Abriu-se o templo de Deus que está no céu e apareceu no templo a arca da aliança. 12,1Então apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e, sobre a cabeça, uma coroa de doze estrelas. 3Então apareceu outro sinal no céu: um grande dragão, cor de fogo. Tinha sete cabeças e dez chifres e, sobre as cabeças, sete coroas. 4Com a cauda, varria a terça parte das estrelas do céu, atirando-as sobre a terra. O dragão parou diante da mulher, que estava para dar à luz, pronto para devorar o seu Filho, logo que nascesse. 5E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro. Mas o Filho foi levado para junto de Deus e do seu trono. 6A mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um lugar. 10Ouvi então uma voz forte no céu, proclamando: “Agora, realizou-se a salvação, a força e a realeza do nosso Deus e o poder do seu Cristo”. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

Esta passagem bíblica faz ligação entre a antiga e a nova aliança, a mulher grávida vestida de sol com a lua debaixo dos pés representa que a esperança venceu o medo, que a vida venceu a morte, a luz venceu as trevas, é em Jesus filho de Maria que encontramos vida plena mesmo quando tudo é desfavorável. O dragão pronto para devorar o filho representa as seduções do mundo, prontas para nos afastar de Deus, hoje muitas coisas podem nos tirar do caminho da salvação, as drogas, a prostituição, a ganancia, o ódio, a intolerância, a violência e a corrupção, são estes alguns dos dragões que estão prontos para devorar os nossos princípios cristãos, mas nós não podemos permitir que estas coisas nos tire da presença de Deus, pois Jesus nos espera de braços abertos em seu trono majestoso. Devido a sua importância para o projeto de Deus, Maria recebeu um lugar de destaque reservado por Deus, ela intercede junto ao filho, por cada um de nós.

No Salmo 44(45) entoamos um canto de louvor a Deus que preparou a um lugar especial àquela que disse sim ao seu projeto de amor pela humanidade.
À vossa direita se encontra a rainha com veste esplendente de ouro de Ofir.
As filhas de reis vêm ao vosso encontro, e à vossa direita se encontra a rainha com veste esplendente de ouro de Ofir.
Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: “Esquecei vosso povo e a casa paterna! Que o rei se encante com vossa beleza! Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor! Entre cantos de festa e com grande alegria, ingressam, então, no palácio real”.

Em sua carta aos 1 Coríntios 15,20-27 São Paulo nos revela que em Cristo somos libertos da mancha do pecado original.
Leitura da primeira carta de são Paulo aos Coríntios: Irmãos, 20Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. 21Com efeito, por um homem veio a morte e é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos. 22Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. 23Porém cada qual segundo uma ordem determinada: em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda. 24A seguir, será o fim, quando ele entregar a realeza a Deus Pai, depois de destruir todo principado e todo poder e força. 25Pois é preciso que ele reine até que todos os seus inimigos estejam debaixo de seus pés. 26O último inimigo a ser destruído é a morte. 27Com efeito, “Deus pôs tudo debaixo de seus pés”. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

Por Adão o mundo conheceu o pecado, e em Jesus fomos libertos desta mancha original, Ele vem nos libertar do poder da morte, pois ressuscitado, Ele é fonte inesgotável de vida eterna, e esta vida Ele nos oferece por meio do seu corpo e seu sangue, pão e vinho, alimento perene para a vida eterna. Ressurgido da morte para a vida, Jesus mostra toda a realeza de Deus, nenhum inimigo poderá vencê-lo, pois tudo está debaixo de seus pés, Ele deve estar em primeiro lugar em nossas vidas e depois, Maria que trouxe a salvação ao mundo, e todos aqueles que nos leva a seguir o caminho de Jesus.

Nesta linda passagem do evangelho segundo São Lucas 1,39-56 vemos Nossa Senhora mãe de Nosso Senhor que se coloca a serviço de sua prima Isabel.
Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas: Naqueles dias, 39Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”.
46Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu salvador, 48porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49porque o Todo-Poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. 51Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53Encheu de bens os famintos e despediu os ricos de mãos vazias. 54Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. 56Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa. – Palavra da salvação. – Gloria a Vós Senhor.

Maria com seu filho no ventre enfrenta uma cansativa viajem para servir sua prima também gestante, vemos na figura de Isabel uma pessoa surpresa ao receber uma visita tão importante e ela proclama que Maria é bendita por que acreditou e disse sim ao projeto de Deus para a salvação do mundo, Maria por sua vez reconhece que é apenas uma humilde serva e que Deus é quem realiza grandes coisas a seu favor, o magnificat é um canto de esperança que Maria entoa a Deus, reconhecendo a grandeza e a fidelidade de Deus com seu povo.

Que neste domingo, possamos aprender com Nossa Senhora como ser humilde e como se colocar a serviço de quem mais precisa, ela que é modelo de serva obediente de Deus nos serve de inspiração para a nossa missão, neste mundo cheio de egoísmo, necessitamos de mais pessoas como Maria, e é difícil entender, que mesmo sendo grande em nosso país e no mundo a devoção por Maria, vemos tantas pessoas sendo humilhadas pela violência, fome, opressão, guerras e corrupção. O que está acontecendo com aqueles que dizem seguir os exemplos de Nossa Senhora e de Nosso Senhor Jesus Cristo? Algo está errado, devemos deixar de só ficar venerando as imagens nos altares de tantas igrejas e passando também a venerar Nossa Senhora em seu caminho para servir a Izabel, e a melhor forma de venerar é também se colocar a serviço do próximo, esta é a mais sincera oração de louvor a Deus, era assim que Maria Santíssima louvava e é assim que devemos também louvar.
Rubens Corrêa


sábado, 11 de agosto de 2018

Eu sou o Pão Vivo que desceu do Céu, para a Salvação do Mundo (12/08/2018)


Vocação para a vida em família – Dia dos Pais
Neste 19.º Domingo Comum, a Palavra do Senhor fortalece a nossa vocação, encaminha-nos para o encontro com o Pai e nos motiva a construir uma vida de fraternidade e esperança. Comemoramos hoje o dia dos pais e iniciamos a Semana Nacional da Família que traz como tema: “O Evangelho da Família: alegria para o mundo”.

Na leitura do Primeiro Livro dos Reis 19,4-8, vemos a preocupação de Deus em alimentar as forças de Elias.
Leitura do primeiro livro dos Reis: Naqueles dias, 4Elias entrou deserto adentro e caminhou o dia todo. Sentou-se finalmente debaixo de um junípero e pediu para si a morte, dizendo: “Agora basta, Senhor! Tira a minha vida, pois não sou melhor que meus pais”. 5E, deitando-se no chão, adormeceu à sombra do junípero. De repente, um anjo tocou-o e disse: “Levanta-te e come!” 6Ele abriu os olhos e viu junto à sua cabeça um pão assado debaixo da cinza e um jarro de água. Comeu, bebeu e tornou a dormir. 7Mas o anjo do Senhor veio pela segunda vez, tocou-o e disse: “Levanta-te e come! Ainda tens um caminho longo a percorrer”. 8Elias levantou-se, comeu e bebeu, e, com a força desse alimento, andou quarenta dias e quarenta noites até chegar ao Horeb, o monte de Deus. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

Depois da batalha que culminou no massacre dos 400 profetas de Baal, Elias foi jurado de morte; então o profeta fugiu para o sul, a fim de salvar a vida. Elias embrenhou-se no deserto.

No Salmo – Sl 33,2-9, temos a certeza que todas as vezes que buscamos, o Senhor Deus nos ouviu e nos livrou de todos os temores.
Provai e vede quão suave é o Senhor!
Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem!
Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu e de todos os temores me livrou.
Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia.
O anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem e os salva. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!

Deus jamais abandona os que vivem segundo suas leis.

Na Carta aos Efésios 4,30-5,2, Paulo nos apresenta Deus como modelo a ser seguido para se tornar um homem novo.
Leitura da carta de são Paulo aos Efésios: Irmãos, 30não contristeis o Espírito Santo, com o qual Deus vos marcou como com um selo para o dia da libertação. 31Toda amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias, tudo isso deve desaparecer do meio de vós, como toda espécie de maldade. 32Sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo. 5,1Sede imitadores de Deus, como filhos que ele ama. 2Vivei no amor, como Cristo nos amou e se entregou a si mesmo a Deus por nós, em oblação e sacrifício de suave odor. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

No batismo recebemos o Espírito Santo e isso deve ser entendido como um convite a viver de acordo com a condição de Homem Novo.

No Evangelho de Jesus Cristo segundo João 6,41-51, Jesus se apresenta como o pão descido do céu para dar vida ao mundo.
Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João: Naquele tempo, 41os judeus começaram a murmurar a respeito de Jesus, porque havia dito: “Eu sou o pão que desceu do céu”. 42Eles comentavam: “Não é este Jesus o filho de José? Não conhecemos seu pai e sua mãe? Como então pode dizer que desceu do céu?” 43Jesus respondeu: “Não murmureis entre vós. 44Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. 45Está escrito nos profetas: ‘Todos serão discípulos de Deus’. Ora, todo aquele que escutou o Pai e por ele foi instruído vem a mim. 46Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. 47Em verdade, em verdade vos digo, quem crê possui a vida eterna. 48Eu sou o pão da vida. 49Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. 50Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer nunca morrerá. 51Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”. – Palavra da Salvação. – Glória a Vós Senhor.

João apresenta Jesus com cinco símbolos diferentes, (“Jesus, a água que dá a vida”; “Jesus, o verdadeiro pão que sacia todas as fomes”; “Jesus, a luz que liberta o homem das trevas”; “Jesus, o Bom Pastor que dá a vida pelas suas ovelhas”; “Jesus, vida e ressurreição para o mundo”).

Na primeira leitura, Elias, como todos os mortais sentiu medo e desanimo diante das perseguições que estava sofrendo e sua vontade era desistir de tudo, esse relato nos lembra que mesmo aquele que vive tentando fazer a vontade de Deus está sujeito a desânimos e fraquezas. O texto também deixa claro que Deus não elimina o problema e nem tampouco libera o profeta de ter que viver de acordo com seus ensinamentos, mas lhe alimenta com forças para que continue na missão para que foi enviado.

O nosso Deus não substitui o homem, mesmo podendo fazê-lo. Em vários relatos da bíblia vemos a prova disso, ele sempre se vale de nossa ajuda para a realização dos atos, não podemos ficar esperando de braços cruzados enquanto ele se manifesta.

No batismo recebemos o Espírito Santo que é o sinal de nossa pertença a Deus, somos “morada” do Espírito, isso significa que devemos ter atitudes de bondade, de compaixão, de perdão, de amor, eliminando de nossas vidas os vícios da irritação, da cólera, do insulto, da maledicência e toda a espécie de maldade, qualquer ação que seja contrária ao amor de Deus.

No Evangelho as pessoas não acreditavam em Jesus porque o viam como humano, filho de conhecidos, Ele era conhecido através de sua família, daí percebemos o valor da família na criação de seus filhos.

Além disso, o conselho de São Paulo aos Efésios serve também para a vida familiar. Em nossa casa, as irritações, injúrias e gritarias devem desaparecer, dando lugar ao amor e à caridade, que são manifestados em pequenos atos do cotidiano. Pelo diálogo dos familiares, as dificuldades vão sendo superadas e toda a família deve viver a dinâmica do amor, manifestada na entrega de si, inspirados pelas próprias atitudes de Cristo.

Paremos para pensar: como Deus apoia e nos sustenta nas lutas diárias? Como a comunidade tem sido alimento dos que lutam por um mundo novo? Como lidamos com os limites e fraquezas dos líderes cristãos? Como encararmos as fraquezas da comunidade? É possível amor sem entrega?

As respostas encontramos em Deus, deixemos ser guiados por Ele, vivando em comunidade como nas famílias com amor, compreensão e diálogo e principalmente nos fortalecendo na Eucaristia, onde recebemos o Pão descido dos Céus.
Carla Matos


sábado, 4 de agosto de 2018

Dia do Padre: “Senhor dá-nos sempre deste pão”. (05/08/2018)


Vale a pena meditar nas palavras do Papa Francisco: “Jesus não elimina de modo algum a nossa preocupação, nem a busca do alimento diário, não, Ele não elimina a preocupação de tudo o que pode tornar a vida mais progredida. Mas Jesus recorda-nos que o verdadeiro significado da nossa existência terrena consiste no fim, na eternidade, consiste no encontro com Ele, que é dom e doador, e recorda-nos também que a história humana com os seus sofrimentos e as suas alegrias deve ser considerada num horizonte de eternidade, ou seja, no horizonte do encontro definitivo com Ele. E este encontro ilumina assim todos os dias da nossa vida e da nossa existência.”

Breve comentário às leituras do dia
O entusiasmo da multidão depois da multiplicação dos pães e dos peixes é enorme. Jesus, sabendo que eles vinham ter com ele para o fazerem rei, retirou-se para o monte. Durante a noite atravessou o lago, a pé, indo ter com os discípulos que lutavam com a tempestade.

Só de manhã é que a multidão dá conta da ausência de Jesus, mas não desanima e vai à sua procura. Aquela gente não entendeu o sentido profundo do gesto realizado por Jesus, pensando somente no sentido material: Jesus poderia resolver os seus problemas imediatos de maneira fácil e sem custos. As pessoas procuram pão e vida, mas somente para o corpo. É isto que Jesus denuncia duma forma dura que as traduções procuram amenizar: “Vós procurais-me, não por terdes visto sinais (ver os sinais do vinho no capitulo 2,1-12 e do pão em João 6,1-15), mas porque comestes pão e vos saciastes.” Na verdade, o verbo traduzido por saciar é o verbo grego chortázô que deriva da palavra chórtos, “palha, feno”. Jesus acusou aquela gente de só se preocupar em comer como os animais.

Em linguagem dura diríamos hoje “encher a pança”, “comer como uma besta”.
Por isso, as pessoas não conseguem ver mais além, não entendem os sinais. 

Este encontro com a multidão dá-se na sinagoga de Cafarnaum. Jesus aponta para algo superior, fazendo o discurso do Pão da Vida, que começamos a ler neste domingo e se prolongará por mais quatro domingos.

A primeira exigência feita por Jesus àqueles que procuram um alimento que perdura até à vida eterna é uma adesão incondicional à pessoa dele e ao seu projeto. Porém a multidão exige uma prova concreta para esta adesão, o que naturalmente provoca a comparação com a figura de Moisés e com o maná do deserto. Jesus tinha alimentado cinco mil pessoas, mas Moisés, com o maná, alimentou todo um povo durante quarenta anos!

A palavra maná deriva da pergunta feita pelos hebreus perante o que viam: “que é isto?”, (em hebraico man-hû). Trata-se do maná lecanora, que se encontra desde o Irã até ao Norte de África, portanto também no norte da Península sinaítica, que é granuloso e aguado, do tamanho da semente do coentro (= cerca de 5 mm de diâmetro), de cor branca, e tem sabor a mel (Ex 16,31).

É uma secreção produzida pelo tamarisco, chamado tamarix gallica ou tamarix-mannifera, após a picada dum determinado inseto. Os pequeninos grãos, em jeito de gotas de orvalho “caídas do céu”, colhidos de manhã cedo podiam ser moídos dando uma farinha com a qual se podia fazer pão com sabor a mel. Jesus corrige os seus ouvintes de forma pedagógica. Não foi Moisés quem alimentou o povo no deserto, mas sim o Pai.

E é o mesmo Pai quem dará o verdadeiro Pão do Céu. E Jesus não é alguém que vem trazer pão: Ele é o verdadeiro Pão da Vida. Jesus procura ajudar as pessoas a libertarem-se dos esquemas do passado a que estavam agarrados os seus ouvintes. Para ele, a fidelidade ao passado não significa encerrar-se nas coisas antigas e não aceitar a renovação. Fidelidade ao passado quer dizer aceitar a novidade que vem como fruto da semente plantada no passado. Os mestres judeus acreditavam e ensinavam que havia no céu um resto de maná que desceria do céu quando viesse o Messias. Numa palavra, o Messias é o Pão do Céu que dá a vida. Daí a primeira grande afirmação de Jesus: “Eu sou o Pão da Vida”.

Para nós que vivemos tão ocupados e preocupados, envolvidos com mil coisas, atordoados e sobrecarregados, Jesus no evangelho deste domingo nos ensina que não devemos trabalhar por qualquer coisa; que não busquemos apenas o alimento que nutre a vida que perece, mas aquele que mantém a perspectiva de um horizonte que aponta para a vida eterna.
Luis Filipe Dias



quinta-feira, 26 de julho de 2018

Jesus transforma nossa pequena oferta em grandes Sinais do Reino de Deus (29/07/2018)


Neste domingo partilhamos com Jesus e os irmãos aquilo que temos e aquilo que somos, sabemos que os nossos recursos são poucos e muitas vezes nos achamos infinitamente pequenos frente ao mundo com tantas diversidades, mas, o Reino de Deus se faz de cada pequeno gesto que fazemos e presenciamos, sabemos que ninguém é tão pobre que não tenha nada para partilhar e ninguém é tão rico que não tenha nada o que receber, com Jesus aprendemos a partilhar não só o pão material, mas, principalmente o pão espiritual, ele é nossa inspiração para esta missão.

Na primeira leitura 2 Reis 4,42-44 vemos que Eliseu recebe como oferta os primeiros frutos da terra e partilhando estes frutos com quem necessitava nos revela como podemos verdadeiramente encontrar o Senhor.
Leitura do segundo livro dos Reis: Naqueles dias, 42veio também um homem de Baal-Salisa, trazendo em seu alforje para Eliseu, o homem de Deus, pães dos primeiros frutos da terra: eram vinte pães de cevada e trigo novo. E Eliseu disse: “Dá ao povo para que coma”. 43Mas o seu servo respondeu-lhe: “Como vou distribuir tão pouco para cem pessoas?” Eliseu disse outra vez: “Dá ao povo para que coma; pois assim diz o Senhor: ‘Comerão e ainda sobrará’”. 44O homem distribuiu e ainda sobrou, conforme a palavra do Senhor. ­­– Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

Vemos nesta linda passagem bíblica que aquele homem não levou para Deus aquilo que estava sobrando e sim os primeiros frutos da terra, este gesto mostra o reconhecimento de tudo o que Deus estava provendo em sua vida, e o gesto de Eliseu mostrou que aquilo que partilhamos deverá ser colocado em comum com aqueles que mais necessitam, Deus não precisa dos nossos recursos, mas, neste mundo existem milhões de filhos de Deus abaixo da linha da pobreza e um pouco que, de coração, ofertamos servirá para aliviar a dor de quem mais sofre.

No Salmo 144(145) louvamos e bendizemos ao Senhor que sacia abundantemente os vossos filhos, nEle devemos colocar a nossa confiança.
Saciai os vossos filhos, ó Senhor!
Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder!
Todos os olhos, ó Senhor, em vós esperam, e vós lhes dais no tempo certo o alimento; vós abris a vossa mão prodigamente e saciais todo ser vivo com fartura.
É justo o Senhor em seus caminhos, é santo em toda obra que ele faz. Ele está perto da pessoa que o invoca, de todo aquele que o invoca lealmente.

Em sua carta aos Efésios 4,1-6 o apóstolo São Paulo nos alerta sobre a importância de viver conforme a vocação que recebemos, mesmo em meio as tantas diversidades servimos a um único Deus.
Leitura da carta de são Paulo aos Efésios: Irmãos, 1eu, prisioneiro no Senhor, vos exorto a caminhardes de acordo com a vocação que recebestes: 2com toda a humildade e mansidão, suportai-vos uns aos outros com paciência, no amor. 3Aplicai-vos a guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz. 4Há um só corpo e um só Espírito, como também é uma só a esperança à qual fostes chamados. 5Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, 6um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por meio de todos e permanece em todos. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

Por meio de Paulo a palavra de Deus se espalhou por todos os cantos do mundo, sendo incorporada nas mais diversas culturas, e hoje temos diversas manifestações religiosas no mundo inteiro. Como querer que todos tenham as mesmas maneiras de demonstrar a sua fé? O apóstolo Paulo nos mostra a importância de nos mantermos unidos na mesma fé, no mesmo batismo e no mesmo Senhor, estes são os elos que nos uni, e devemos respeitar as diversidades de culturas dentro do cristianismo, devemos nos alegrar com cada pessoa que em sua vida leva a mensagem de Deus no seu jeito de ser, e não impor pesados fardos, seguir a Jesus deve ser motivo de grande alegria e não de opressão.

No evangelho segundo São João 6,1-15 vemos Jesus nos mostrando o caminho que verdadeiramente pode mudar o mundo, ao multiplicar a pequena oferta daquela criança quis nos ensinou que nesta vida o que tem de valor é a capacidade de se doar.
Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João: Naquele tempo, 1Jesus foi para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de Tiberíades. 2Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes. 3Jesus subiu ao monte e sentou-se aí com os seus discípulos. 4Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. 5Levantando os olhos e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: “Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?” 6Disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. 7Filipe respondeu: “Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um”. 8Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro, disse: 9“Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas o que é isso para tanta gente?” 10Jesus disse: “Fazei sentar as pessoas”. Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens. 11Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. 12Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: “Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca!” 13Recolheram os pedaços e encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães, deixadas pelos que haviam comido. 14Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: “Este é verdadeiramente o profeta, aquele que deve vir ao mundo”. 15Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte. ­– Palavra da salvação. – Glória a Vós Senhor.

Novamente vemos Jesus que olhando a multidão se compadece e realiza um grande sinal, mas, ele não realiza este sinal sozinho, quis precisar de alguém que colocou em comum tudo o que tinha, sem se preocupar em acumular. Vendo o gesto daquele menino entendemos a essência do que é ser cristão, sabemos que somos pequenos e que temos tão pouco a oferecer, colocamos em Jesus a esperança de ver os dons multiplicados e servindo a quem mais precisa, o menino não teve medo de ficar sem o seu alimento, ele confiou que Jesus iria saciar a sua fome de amor e de paz.

Somos um país de dimensões continentais, e também é grande o número de pessoas que passam fome em um país que todos os anos batem recordes de produção de alimentos. O que está errado nesta matemática? Alguém está somente enchendo o seu celeiro e acumulando muito mais do que precisa. No maior país cristão do mundo, e quando digo cristão me refiro a católicos e protestantes, é impensável admitir que alguém possa morrer de fome, a essência do seguimento de Jesus é partilhar com quem não tem. Será que estamos sempre nos omitindo e deixando somente para Jesus resolver tudo? Somos cristãos verdadeiros ignorando as necessidades do próximo?

Precisamos nos espelhar no gesto daquele menino, fazer o bem as pessoas que necessitam sem questionar qual fé que ele professa, de qual igreja participa ou em quem votou nas últimas eleições, quando deixamos de lado estas coisa, permitimos que a verdadeira graça de Deus se manifeste em nosso meio, somos uma gota neste imenso oceano, mas, ele se torna grande quando consegue unir milhares e milhares de milhões de gotas, e é assim que Jesus realiza hoje os seus grandes sinais, reunindo nele, milhares e milhares de milhões de pequenos sinais que nós todos os dias realizamos em prol de quem precisa.
Rubens Corrêa