sábado, 19 de novembro de 2016

Realeza e Misericórdia de Cristo Rei do Universo (20/11/2016)

   Neste domingo encerramos o ano litúrgico. Durante todo o ano celebramos os mistérios da vida de Jesus Cristo, seu nascimento, sua morte e ressurreição, sua ascensão, Pentecostes, Virgem Maria e os Santos e junto celebramos nossa caminhada para Deus.
   Encerramos também o Ano Santo da Misericórdia, um jubileu extraordinário convocado pelo Papa Francisco, que teve seu centro na misericórdia divina.
Celebramos ainda, o dia do Leigo, aqueles que ocupam diversos serviços na vida da igreja e ainda assumem suas famílias e são testemunhas no meio da sociedade.
   No Segundo Livro de Samuel (2Sm 5,1-3.) vimos que “Naqueles dias, todas as tribos de Israel vieram encontrar-se com Davi em Hebron e disseram-lhe: ‘Aqui estamos. Somos teus ossos e tua carne. Tempos atrás, quando Saul era nosso rei, eras tu que dirigias os negócios de Israel. E o Senhor te disse: ‘Tu apascentarás o meu povo Israel e serás o seu chefe’’ Vieram, pois, todos os anciãos de Israel até ao rei em Hebron. O rei Davi fez com eles uma aliança em Hebron, na presença do Senhor, e eles o ungiram rei de Israel.”
   Que tipo de autoridade política e religiosa temos? O que queremos? A leitura deixa bem claro que o povo é de Deus e a autoridade é quem vai chefiar esse povo. A função das autoridades (qualquer pessoa que assuma função de líder) é guiar, cuidar, zelar, a autoridade é antes de tudo um servo do Senhor com a missão de conduzir seu povo.
   O salmo (Sl 121) canta a felicidade do povo em se reunir em Jerusalém para partilhar a liberdade e a vida, reunido em torno do projeto de Deus que assegura a justiça para todos.
— Quanta alegria e felicidade: vamos à casa do Senhor!
 Que alegria, quando ouvi que me disseram: 'Vamos à casa do Senhor!'. E agora nossos pés já se detêm, Jerusalém, em tuas portas.
 Para lá sobem as tribos de Israel, as tribos do Senhor. Para louvar, segundo a lei de Israel, o nome do Senhor. A sede da justiça lá está e o trono de Davi.”
   Paulo escreve aos Colossenses (Cl 1,12-20.) para dizer que somente Cristo é o mediador entre Deus e os humanos. “Irmãos: Com alegria dai graças ao Pai, que vos tornou capazes de participar da luz, que é a herança dos santos. Ele nos libertou do poder das trevas e nos recebeu no reino de seu Filho amado, por quem temos a redenção, o perdão dos pecados. Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, pois por causa dele foram criadas todas as coisas no céu e na terra, as visíveis e as invisíveis, tronos e dominações, soberanias e poderes. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele existe antes de todas as coisas e todas têm nele a sua consistência. Ele é a Cabeça do Corpo, isto é, da Igreja. Ele é o princípio, o Primogênito dentre os mortos; de sorte que em tudo ele tem a primazia, porque Deus quis habitar nele com toda a sua plenitude e por ele reconciliar consigo todos os seres, os que estão na terra e no céu, realizando a paz pelo sangue da sua cruz”.
   Nos reconciliamos com Deus através da cruz de Cristo. Só por Jesus temos acesso ao conhecimento do Deus invisível.
   Lucas (Lc 23,35-43.), em seu evangelho nos fez descobrir os valores e atitudes do Reino de Deus, durante todo o ano litúrgico e hoje nos traz uma figura do auge da marginalização: o preso crucificado. Naquele tempo, os chefes zombavam de Jesus dizendo: ‘A outros ele salvou. Salve-se a si mesmo, se, de fato, é o Cristo de Deus, o Escolhido!’ Os soldados também caçoavam dele; aproximavam-se, ofereciam-lhe vinagre, e diziam: ‘Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo!’ Acima dele havia um letreiro: ‘Este é o Rei dos Judeus’. Um dos malfeitores crucificados o insultava, dizendo: ‘Tu não és o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós!’ Mas o outro o repreendeu, dizendo: ‘Nem sequer temes a Deus, tu que sofres a mesma condenação? Para nós, é justo, porque estamos recebendo o que merecemos; mas ele não fez nada de mal’. E acrescentou: ‘Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reinado’. Jesus lhe respondeu: ‘Em verdade eu te digo: ainda hoje estarás comigo no Paraíso’”.
   O evangelista Lucas nos apresentou os valores e atitudes de Jesus em contato com marginalizados, rotulados, menosprezados: pastores, mulheres, viúvas, publicanos, prostitutas, samaritanos, leprosos, não os julgou ou condenou e sim mostrou o amor divino, a misericórdia de Deus.
   Celebremos esse dia com a certeza de que Cristo é o Rei que deu sua própria vida para nos introduzir em seu reino, um Reino de amor, justiça e igualdade.
   Ser cristão é construir o Reino de Cristo no mundo através do serviço gratuito e fraterno, humilde, deixando-se fazer a vontade do Pai. Como você está trabalhando para fazer acontecer o Reino? Como seriam nossas comunidades se conseguíssemos trazer para dentro delas a realeza de Jesus?
Carla Matos

domingo, 13 de novembro de 2016

“É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida!” (13/11/2016)

   Aproximando do fim do ano litúrgico somos convidados a refletir sobre a vinda gloriosa de Jesus, não sabemos quando o Senhor virá de forma definitiva, mas devemos estar preparados para a sua chegada, vivendo o seu evangelho e trabalhando com dignidade é assim que ele deseja nos encontrar.
   A primeira leitura (Ml 3,19-20a.) nos diz: “Eis que virá o dia, abrasador como fornalha, em que todos os soberbos e ímpios serão como palha; e esse dia vindouro haverá de queimá-los, diz o Senhor dos exércitos, tal que não lhes deixará raiz nem ramo. Para vós, que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo salvação em suas asas”.
   Em sua profecia Malaquias nos apresenta uma visão da vinda do Senhor, ele virá como sol da justiça trazendo a salvação a toda terra, confiando nesta volta devemos seguir sua palavra trilhando o caminha da sua justiça, somente assim poderemos nos apresentar dignamente diante dele e encontrar a salvação que há nele.
   Em sua carta aos Tessalonicenses (2Ts 3,7-12.) o apóstolo Paulo nos fala: “Irmãos: Bem sabeis como deveis seguir o nosso exemplo, pois não temos vivido entre vós na ociosidade. De ninguém recebemos de graça o pão que comemos. Pelo contrário, trabalhamos com esforço e cansaço, de dia e de noite, para não sermos pesados a ninguém. Não que não tivéssemos o direito de fazê-lo, mas queríamos apresentar-nos como exemplo a ser imitado. Com efeito, quando estávamos entre vós, demos esta regra: ‘Quem não quer trabalhar, também não deve comer’. Ora, ouvimos dizer que entre vós há alguns que vivem à toa, muito ocupados em não fazer nada. Em nome do Senhor Jesus Cristo, ordenamos e exortamos a estas pessoas que, trabalhando, comam na tranquilidade o seu próprio pão”.
   Servir de exemplo foi que fez Paulo, trabalhava com esforço e cansaço para ser merecedor do pão que comia, ele não quis ser fardo para ninguém, abiu mão dos privilégios que a sua missão poderia lhe proporcionar e se fez trabalhador para ensinar com as palavras e ações. Olhando para a nossa sociedade de hoje vemos como muitas pessoas andam na contramão do que Paulo ensinou, políticos, magistrados e “religiosos” das mais diversas religiões, abusam da sua posição para usar como querem os recursos que deveriam atender a coletividade, nós como cristãos devemos ter uma atitude diferente, viver a luz do evangelho e ser exemplos para os outros, assim como foi a vida de Paulo.
   No evangelho (Lc 21, 5-19.) Jesus nos diz: “Naquele tempo, algumas pessoas comentavam a respeito do Templo que era enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas. Jesus disse: ‘Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído’. Mas eles perguntaram: ‘Mestre, quando acontecerá isto? E qual vai ser o sinal de que estas coisas estão para acontecer?’ Jesus respondeu: ‘Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ e ainda: ‘O tempo está próximo’. Não sigais essa gente! Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim’. E Jesus continuou: ‘Um povo se levantará contra outro povo, um país atacará outro país. Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em muitos lugares; acontecerão coisas pavorosas e grandes sinais serão vistos no céu. Antes, porém, que estas coisas aconteçam, sereis presos e perseguidos; sereis entregues às sinagogas e postos na prisão; sereis levados diante de reis e governadores por causa do meu nome. Esta será a ocasião em que testemunhareis a vossa fé. Fazei o firme propósito de não planejar com antecedência a própria defesa; porque eu vos darei palavras tão acertadas, que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater. Sereis entregues até mesmo pelos próprios pais, irmãos, parentes e amigos. E eles matarão alguns de vós. Todos vos odiarão por causa do meu nome. Mas vós não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça. É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida!’”
   Jesus prepara os seus discípulos e também a nós, para nos mantermos fieis a seu projeto mesmo em meio a tantas coisas ruins que mundo nos apresenta, devemos ter muito cuidado para não se perder neste caminho e sabemos que muito se apresentarão dizendo que é ele ou que fala em nome dele, tentando nos desviar do foco da missão de nossa vida, neste momento devemos confiar em Deus e saber que ele estará sempre a nossa frente guiando os nossos passos, sabemos que podemos ser perseguidos e odiados, mas a palavra de Deus nos iluminará para que tenhamos sabedoria para superar as adversidades da vida, é nos mantendo firmes que encontraremos a verdadeira vida que há em Jesus.
   Que neste domingo possamos compreender que um dia o Senhor virá para fazer justiça aos que se mantiveram firmes no seu projeto, mas devemos estar atentos e trabalhando arduamente construindo esta nova vinda, sem explorar e sem deixar-se explorar pelos outros, temos uma missão de levar Jesus em tudo que fizermos e nada neste mundo poderá nos tirar deste caminho, somos responsáveis em construir uma igreja fundada em Jesus Cristo e para isso devemos seguir os passos dos apóstolos que confiaram no mestre e se entregaram de corpo e alma para que o Reino de Deus aconteça.
Rubens Corrêa

sábado, 5 de novembro de 2016

Solenidade de Todos os Santos: A salvação pertence ao nosso Deus! (06/11/2016)

   A Liturgia celebra neste domingo (só no Brasil) aquela “multidão numerosa que ninguém podia contar” que nos aparece na primeira leitura. Os santos que hoje a Igreja celebra não são apenas aqueles que estão oficialmente canonizados, mas também aqueles outros, muito mais numerosos e desconhecidos, que souberam “com o auxílio divino conservar e aperfeiçoar, vivendo-a, esta santidade que receberam” (LG 40).
   Somos todos chamados à santidade
   “Apareceu na visão uma multidão enorme, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé diante do trono e diante do Cordeiro”. (Ap 7,9)
   “É assim a geração dos que procuram o Senhor”. (Salmo 23)
   “Somos filhos de Deus.” (1Jo3,2)
   No Evangelho (Mt 5, 1-12a) o próprio Jesus ilumina o tema da santidade e da bem-aventurança eterna ensinando o caminho que a ela conduz; ponto de partida, são as condições concretas da vida humana, onde o sofrimento não é um acontecimento fortuito, mas uma realidade inerente à sua estrutura. Jesus não veio para suprimir, mas para o redimir, fazendo dele um meio de salvação e de bem-aventurança eterna. A pobreza, as aflições, as injustiças, as perseguições aceites com humildade de coração e submissão à vontade de Deus, com serenidade nascida da fé n' Ele e com o desejo de participar na Paixão de Cristo não aviltam o homem; antes o enobrecem, purificam, fazem semelhante ao Salvador que sofre e, por isso, digno de tomar parte na Sua glória.
   O itinerário das bem-aventuranças foi percorrido pelos Santos; mas, muito particularmente, foi percorrido por Jesus que quis tomar sobre si as misérias e os sofrimentos humanos para ensinar os homens a santificá-los.
   N' Ele, pobre, sofredor, manso, misericordioso, pacífico, perseguido e, por este caminho, chegado à glória, encontram os cristãos a mais perfeita realização das bem-aventuranças evangélicas.
   Há pessoas à nossa volta que pela simplicidade de vida, pela alegria que irradiam, pelo bem que fazem, pela paz que comunicam, pela disponibilidade com que ajudam os outros, pela prontidão com que se dão, transparecem o sorriso e a misericórdia de Deus.
   Os santos não nasceram totalmente santos.
   O caminho de Jesus é exigente. Não é uma exigência exterior, forçada, imposta. É uma exigência que decorre do seguimento. Se somos de Cristo, então ajamos como Ele. Viver em lógica de serviço e cuidado aos demais, como o último de todos, colocando os outros à frente, não é um processo fácil. Exige vigilância, consistência, insistindo uma e outra vez. É o caminho das bem-aventuranças em que nos colocamos em dinâmica de compaixão, de ternura, de caridade.
   Oração
   Senhor Jesus, ensina-nos o caminho da santidade, vivendo como Tu o caminho das bem-aventuranças. Amem.
Luis Filipe Dias

domingo, 30 de outubro de 2016

“Hoje a salvação entrou nesta casa.” (30/10/2016)

   Neste domingo somos convidados a meditar o quanto somos pequenos diante da grandeza de Deus e da sua misericórdia, sim, ele quer nos perdoar e deseja infundir em nós a sua vocação, mas para isso devemos incessantemente rezar para sermos dignos dela, em Jesus Cristo já fomos resgatados do pecado e precisamos abrir a porta de nossas casas e de nossos corações para que hoje a salvação entre e nos transforme profundamente.
   O livro da Sabedoria (Sb 11,22-12,2.) nos diz: “Senhor, o mundo inteiro, diante de ti, é como um grão de areia na balança, uma gota de orvalho da manhã que cai sobre a terra. Entretanto, de todos tens compaixão, porque tudo podes. Fechas os olhos aos pecados dos homens, para que se arrependam. Sim, amas tudo o que existe, e não desprezas nada do que fizeste; porque, se odiasses alguma coisa não a terias criado. Da mesma forma, como poderia alguma coisa existir, se não a tivesses querido? Ou como poderia ser mantida, se por ti não fosse chamada? A todos, porém, tu tratas com bondade, porque tudo é teu, Senhor, amigo da vida. O teu espírito incorruptível está em todas as coisas! É por isso que corriges com carinho os que caem e os repreendes, lembrando-lhes seus pecados, para que se afastem do mal e creiam em ti, Senhor”.
   Em sua imensidão, Deus se mostra compassivo e pronto a perdoar as nossas iniquidades, ele nos ama e nos acolhe em sua misericórdia sem fim, nos mostra o seu caminho para que nos afastemos do pecado, mas muitos se afastam desta bondade infinita de Deus e trilham outros caminhos que nos leva a pecar manchando a nossa vida. Deus não se cansa de nós, ele nos corrige e nos repreende em tudo o que há de errado, devolvendo-nos a dignidade de filhos de Deus e que possamos viver como verdadeiros herdeiros deste reino.
   Na segunda leitura (2Ts 1,11-2,2.) o apostolo Paulo nos exorta: “Irmãos: Não cessamos de rezar por vós, para que o nosso Deus vos faça dignos da sua vocação. Que ele, por seu poder, realize todo o bem que desejais e torne ativa a vossa fé. Assim o nome de nosso Senhor Jesus Cristo será glorificado em vós, e vós nele, em virtude da graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo. No que se refere à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa união com ele, nós vos pedimos, irmãos: não deixeis tão facilmente transtornar a vossa cabeça, nem vos alarmeis por causa de alguma revelação, ou carta atribuída a nós, afirmando que o Dia do Senhor está próximo”.
   Rezar sem cessar é o que nos diz Paulo, só assim alcançaremos a dignidade da vocação que Deus nos confiou, ele irá glorificar o nome de Jesus Cristo em nossa vida e que possamos nos deixar transformar por ele, com uma fé firme e as virtudes de filhos de Deus, partiremos para também transformar o mundo exortando a todos que se preparem para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.
   Em seu evangelho (Lc 19,1-10.) Lucas nos mostra: “Naquele tempo, Jesus tinha entrado em Jericó e estava atravessando a cidade. Havia ali um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos e muito rico. Zaqueu procurava ver quem era Jesus, mas não conseguia, por causa da multidão, pois era muito baixo. Então ele correu à frente e subiu numa figueira para ver Jesus, que devia passar por ali. Quando Jesus chegou ao lugar, olhou para cima e disse: ‘Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa’. Ele desceu depressa, e recebeu Jesus com alegria. Ao ver isso, todos começaram a murmurar, dizendo: ‘Ele foi hospedar-se na casa de um pecador!’ Zaqueu ficou de pé, e disse ao Senhor: ‘Senhor, eu dou a metade dos meus bens aos pobres, e se defraudei alguém, vou devolver quatro vezes mais’. Jesus lhe disse: ‘Hoje a salvação entrou nesta casa, porque também este homem é um filho de Abraão. Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido’”.
   Zaqueu, um homem de baixa estatura subiu em uma figueira, pois queria saber quem era Jesus, ele que era muito rico e era odiado pelo povo devido a função que exercia, era o chefe dos cobradores de impostos, eis que Jesus para diante dele e olhando nos olhos disse para se apresar e descer, pois naquele dia visitaria a sua casa. É assim que Jesus faz conosco, nos olha nos olhos e pede que nos preparemos para recebe-lo em nosso lar e em nosso oração, o problema que muitas vez preferimos permanecer em cima da arvore e de longe ficar olhando a graça de Deus passar não nos abrindo para recebe-la, Zaqueu desceu imediatamente e recebeu em seu lar aquele que poderia devolver-lhe a dignidade de filho de Deus.
   O evangelho também nos mostra que alguns que se julgavam justo murmuravam ‘Ele foi hospedar-se na casa de um pecador!’, sim, ele veio para resgatar aqueles que todos Julgavam perdidos, resgatou Zaqueu do pecado e quer resgatar também a nós, para isso devemos fazer a mesma ação reparadora que Zaqueu fez, devolver o que não nos pertence, pedir perdão se ofendeu alguém, é preciso nos afastar de todo o lugar, situação e/ou pessoas que nos leva a pecar, ouvindo o arrependimento de Zaqueu Jesus disse:  ‘Hoje a salvação entrou nesta casa, porque também este homem é um filho de Abraão. Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido’, e que ele também possa nos dizer a mesma coisa.
   Neste fim do mês missionário possamos compreender que a nossa missão somente está se iniciando, há muito por fazer nesta imensidão que é o mundo, que tão pequenos somos, mas que a grandeza do nosso Deus nos fortalece para cumprir os desafios da nossa e precisamos estar em constante oração, levando Jesus Cristo aos confins da terra, com corações arrependidos como Zaqueu possamos abrir as portas para que a salvação entre em nossa casa e a partir daí levaremos esta salvação para o mundo inteiro. Somos os missionários do Cristo ressuscitado, o Senhor da vida. 
Rubens Corrêa

sábado, 22 de outubro de 2016

“O cobrador de impostos voltou para casa justificado, o outro não. A prece dos humildes atravessa as nuvens” (23/10/2016)

   Na liturgia deste domingo, continuamos a ouvir o evangelista Lucas que nos fala da oração, hoje ele nos fala como devemos orar: com humildade.  A oração é que move a nossa vida espiritual e a nossa ação missionária. Se quisermos levar avante a missão de evangelizar temos que ser alimentados pela oração. A parábola do fariseu e do publicano, a última das parábolas próprias de Lucas, desmascara a falsa religião de alguns que convencidos serem justos, desprezam os outros. Hoje é o dia mundial das missões, lembremos do tema da Campanha Missionária: “Cuidar da Casa Comum é nossa missão”. Lembremos também dos nossos irmãos missionários e missionárias, que não medem esforços, deixam tudo,  para levar a Boa Nova do Reino.
   Primeira Leitura  (Eclo 35,15-17.20-22.) 15O Senhor é um juiz que não faz discriminação de pessoas. 16Ele não é parcial em prejuízo do pobre, mas escuta, sim, as súplicas dos oprimidos; 17jamais despreza a súplica do órfão, nem da viúva, quando desabafa suas mágoas. 20Quem serve a Deus como ele o quer, será bem acolhido e suas súplicas subirão até as nuvens. 21A prece do humilde atravessa as nuvens: enquanto não chegar não terá repouso; e não descansará até que o Altíssimo intervenha, 22afaça justiça aos justos e execute o julgamento. Palavra do Senhor. Graças a Deus.
   Nesta leitura, o autor do Livro do Eclesiástico se refere ao pobre, ao órfão e à viúva, como símbolo da figura da pessoa que não tem ninguém por ela, nos mostra a compaixão de Deus em face do pecado e da necessidade humana. “Deus é um juiz justo” que não faz diferenças entre as pessoas, mas ouve a oração sincera de seus filhos. Que bom seria se todos os juízes da Terra fossem iguais a Deus! 
   O salmista bendize ao Senhor com um cântico de ação de graças ao Senhor que escuta o clamor do pobre e liberta a vida de seus servos que nele creem. Deus está sempre perto daqueles que o invocam com o coração cheios de angústias e tribulações, confortando os que estão abatidos em suas dificuldades e dores. Deus ai está com cada um de nós com sua mão protetora.

   Segunda Leitura (2Tm 4,6-8.16-18.) Caríssimo: 6Quanto a mim, eu já estou para ser oferecido em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida. 7Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. 8Agora está reservada para mim a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos que esperam com amor a sua manifestação gloriosa. 16Na minha primeira defesa, ninguém me assistiu; todos me abandonaram. Oxalá que não lhes seja levado em conta. 17Mas o Senhor esteve a meu lado e me deu forças, ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente, e ouvida por todas as nações; e eu fui libertado da boca do leão. 18O Senhor me libertará de todo mal e me salvará para o seu Reino celeste. A ele a glória, pelos séculos dos séculos! Amém. Palavra do Senhor – Graças a Deus.

   Paulo reconhece que chegou a sua hora, e testemunha para nós sua confiança na justiça de Deus e o fim de sua missão apostólica, ele se compara a uma corrida e um combate, quando ele diz: “Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé” (2Tm.4,7), nos incentiva ainda a fidelidade e como prêmio, a vitória está reservada, a coroa da justiça, cabe a cada um de nós cultivarmos no coração o desejo de conquista-la a cada dia, na medida da nossa vivencia, com passos firmes. Ele nos dará forças nos libertando de todos os males. Sejamos vigilantes, e busquemos a nossa conversão diariamente.

   Evangelho  ( Lc 18, 9-14.)  Naquele tempo: 9Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros: 10'Dois homens subiram ao Templo para rezar: um era fariseu, o outro cobrador de impostos.11O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo: 'Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. 12Eu jejuo duas vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda'. 13O cobrador de impostos, porém, ficou à distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: “Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!' 14Eu vos digo: este último voltou para casa justificado, o outro não. Pois quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado.' Palavra da Salvação – Glória a vós Senhor.

   O Evangelho nos apresenta uma parábola que é uma sequência que ouvimos no último domingo, uma classe de pessoas: os autossuficientes. Hoje a parábola do Fariseu e o Publicano. O fariseu seguidor rigoroso da lei começa agradecendo sua própria bondade e espera a salvação como recompensa pelas obras realizadas, revela também uma atitude de juiz diante do publicano, direito reservado a Deus. O publicano desta parábola, desprezado, cobrador de impostos do Império Romano, reconhece seu mau comportamento, reconhece a misericórdia de Deus e bate no peito em sinal de arrependimento e conversão, implora cheio de confiança, tem misericórdia de mim que sou pecador. Muitos de nós, acreditamos que a prática da fé, já basta para alcançarmos a salvação.  E assim como o fariseu, muitos de nós se julgam puros, e “separados” dos impuros. Jesus aprova a atitude do publicano porque ele, com muita humildade, não estava julgando ninguém, mas reconhecia-se pecador, confiava e pedia misericórdia para Deus. Deus acolhe e ouve as aflições de quem reza com coração sincero e humilde. Que a Palavra do Senhor nos ajude e nos ilumine a percebermos nossas atitudes e como o publicano reconhecermos nossas fraquezas e a presença de Deus em nossas vidas. Buscando os Sacramentos da Reconciliação e Unção dos Enfermos que são sacramentos de cura, a Eucaristia, alimento que nos sustenta, nos dá coragem para enfrentarmos os embates do dia a dia.

Marlene Resstel

sábado, 15 de outubro de 2016

Deus fará justiça aos que gritam por Ele. (16/10/2016)

   Neste domingo meditamos com Jesus sob a ótica da oração e da perseverança na Palavra recebida do Senhor.
   No livro do Êxodo, vemos a batalha dos israelitas contra os amalecitas que os vieram atacar (Êx 17,8-13.) “Naqueles dias, os amalecitas vieram atacar Israel em Rafidim. Moisés disse a Josué: ‘Escolhe alguns homens e vai combater contra os amalecitas. Amanhã estarei, de pé, no alto da colina, com a vara de Deus na mão’. Josué fez o que Moisés lhe tinha mandado e combateu os amalecitas. Moisés, Aarão e Ur subiram ao topo da colina. E, enquanto Moisés conservava a mão levantada, Israel vencia; quando abaixava a mão, vencia Amalec. Ora, as mãos de Moisés tornaram-se pesadas. Pegando então uma pedra, colocaram-na debaixo dele para que se sentasse, e Aarão e Ur, um de cada lado, sustentavam as mãos de Moisés. Assim, suas mãos não se fatigaram até ao pôr do sol, e Josué derrotou Amalec e sua gente a fio de espada.”
   Os amalecitas eram um povo nômade que assaltava outros grupos no deserto. Moisés manda Josué comandar a luta enquanto ele estará no alto da montanha com o cajado de Deus na mão.  O cajado de Deus significa que Moisés é o líder do povo e suas mãos erguidas, a oração que conduz o exército à vitória.
   Falando a Timóteo Paulo nos fala da necessidade de ter sempre presente a Sagrada Escritura: (2Tm 3,14-4,2.) “Caríssimo: Permanece firme naquilo que aprendeste e aceitaste como verdade; tu sabes de quem o aprendeste. Desde a infância conheces as Sagradas Escrituras: elas têm o poder de te comunicar a sabedoria que conduz à salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, para argumentar, para corrigir e para educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e qualificado para toda boa obra. Diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de vir a julgar os vivos e os mortos, e em virtude da sua manifestação gloriosa e do seu Reino, eu te peço com insistência: proclama a palavra, insiste oportuna ou importunamente, argumenta, repreende, aconselha, com toda a paciência e doutrina.”
   O primeiro dever de Timóteo, assim como de todo cristão é pregar o evangelho, é levar o conhecimento da Sagrada escritura para o mundo desde a fé de Jesus Cristo.
   O evangelho Lucas nos coloca a necessidade de rezar sempre, sem desistir através da parábola que Jesus contou aos discípulos (Lc 18,1-8.) “Naquele tempo, Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir, dizendo: ‘Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, e não respeitava homem algum. Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!’ Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Eu não temo a Deus, e não respeito homem algum. Mas esta viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha a agredir-me!’’ E o Senhor acrescentou: ‘Escutai o que diz este juiz injusto. E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?’”
   A viúva não tinha ninguém por ela, era sozinha e só sua insistência com um homem que não temia nem a Deus a ajudou a conseguir a vitória desejada. Agora vejamos, se até um homem insensível atende um pedido feito insistentemente, imagine Deus que nos ama, é bom e nos escuta. E quanto a pergunta feita. “Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?” Nos faz pensar que mais importante que termos nossas orações atendidas é mantermos nossa fé viva, sem olhar para a fé dos outros, devemos nos perguntar: Tenho fé para me manter firme em meio a todos os acontecimentos do mundo moderno?
   Os textos de hoje nos levam a consciência de que todos os triunfos e sucessos da vida não se devem a nossas forças, mas a ajuda e ao poder de Deus. Para vencer as batalhas que a vida nos apresenta, é preciso ter a ajuda e a força de Deus, que brotam de um diálogo contínuo, nunca interrompido e nunca acabado. Somos convidados a percorrer um caminho e descobrir o Deus libertador vivo e atuante.
   Algo semelhante acontece na oração. Só recorre a Deus, com perseverança, quem se sente pobre, indefeso, consciente de que só dele provém o socorro. Não existe outra esperança. É nesta condição de total indigência que o fiel se volta para Deus. Anima-o a absoluta certeza de ser atendido. Daí sua obstinação.
   A fé é algo que se aprende, que deve crescer com a leitura da Sagrada Escritura para que atinja os homens através dos homens, devemos convidar os batizados e as lideranças das comunidades a redescobrirem o entusiasmo pelo Evangelho na certeza de que Deus nunca nos abandona, ao contrário nos chama, Vem e segue-me.
   Todos aqueles que estão a serviço de Deus devem anunciar a Palavra a fim de que se torne atraente e chegue ao coração dos que a escutam.  
Carla Matos

domingo, 9 de outubro de 2016

“Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?” (09/10/2016)

   Neste domingo meditamos com Jesus sobre a gratidão que temos ou que deveríamos ter por tudo o que Deus provém para nós, muitas vezes pedimos insistentemente a graça e tão poucas vezes nos mostramos agradecidos às numerosas bênçãos que Ele vem derramando em nossa vida. Deus rico em misericórdia, abre o caminho da salvação para o mundo inteiro e nós devemos reconhecer este grande gesto de amor e sermos gratos independentemente se somos sírio, samaritano e de qualquer outro lugar do mundo, como não há fronteira para o amor de Deus também não deve haver limites para nossa gratidão.
   Na primeira leitura (2Rs 5,14-17.) vemos que: “Naqueles dias: Naamã, o sírio, desceu e mergulhou sete vezes no Jordão, conforme o homem de Deus tinha mandado, e sua carne tornou-se semelhante à de uma criancinha, e ele ficou purificado. Em seguida, voltou com toda a sua comitiva para junto do homem de Deus. Ao chegar, apresentou-se diante dele e disse: ‘Agora estou convencido de que não há outro Deus em toda a terra, senão o que há em Israel! Por favor, aceita um presente de mim, teu servo’. Eliseu respondeu: ‘Pela vida do Senhor, a quem sirvo, nada aceitarei’. E, por mais que Naamã insistisse, ficou firme na recusa. Naamã disse estão: ‘Seja como queres. Mas permite que teu servo leve daqui a terra que dois jumentos podem carregar. Pois teu servo já não oferecerá holocausto ou sacrifício a outros deuses, mas somente ao Senhor’”.
   Agradecido pela cura, Naamã insiste para que Eliseu aceitasse a sua oferta financeira, mas este homem de Deus resiste e nada aceita daquele agradecido estrangeiro, então Naamã reconhece o Deus de Israel como o verdadeiro Senhor da sua vida e levando um pouco de terra daquele lugar prometeu somente oferecer sacrifício somente a este Deus que não faz distinção de seus filhos, mesmo que estejam fora das fronteiras de Israel. Deus quer de nós mais do que uma oferta feita por obrigação, o que ele espera de nós é que o reconheçamos de todo o coração como o Senhor da nossa vida e a ele ofertamos de forma espontânea o que temos de melhor em nossa vida, Deus nos quer como filhos livres e obedientes a sua palavra.
   Falando a Timóteo (2Tm 2,8-13.) Paulo também nos diz: “Caríssimo: Lembra-te de Jesus Cristo, da descendência de Davi, ressuscitado dentre os mortos, segundo o meu evangelho. Por ele eu estou sofrendo até às algemas, como se eu fosse um malfeitor; mas a palavra de Deus não está algemada. Por isso suporto qualquer coisa pelos eleitos, para que eles também alcancem a salvação, que está em Cristo Jesus, com a glória eterna. Merece fé esta palavra: se com ele morremos, com ele viveremos. Se com ele ficamos firmes, com ele reinaremos. Se nós o negamos, também ele nos negará. Se lhe somos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo”.
   Paulo nos mostra que em sua missão sofre perseguição por causa da sua fidelidade a Jesus Cristo, mas vem daquele que venceu a morte a força necessária para suportar todas as diversidades da vida, ele afirma vale a pena suportar qualquer coisa para levar os homens a conhecer a salvação que vem de Jesus, morrendo em Cristo é que encontraremos a verdadeira vida, Ele já está em nós e não podemos negá-lo, pois estaríamos negando a nós mesmos, é mantendo-nos firmes na fé que o veremos reinar em nossas vidas e nós reinaremos com Ele. Mesmo preso Paulo não nega o seu Senhor, ele ainda tenta fazer do seu sofrimento um testemunho para a conversão dos outros. E nós estamos dispostos a testemunhar o Cristo mesmo que seja por meio do nosso sofrimento? Sabemos que mesmo quando tudo está difícil Ele está ao nosso lado, é nesta certeza que superaremos qualquer adversidade e devemos dar este testemunho, como fez Paulo, para que os outros também possam encontrar o caminho do Senhor.
   No evangelho (Lc 17,11-19.) Jesus nos mostra que: “Aconteceu que, caminhando para Jerusalém, Jesus passava entre a Samaria e a Galiléia. Quando estava para entrar num povoado, dez leprosos vieram ao seu encontro. Pararam à distância, e gritaram: ‘Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!’ Ao vê-los, Jesus disse: ‘Ide apresentar-vos aos sacerdotes.’ Enquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados. Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; atirou-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra, e lhe agradeceu. E este era um samaritano. Então Jesus lhe perguntou: ‘Não foram dez os curados? E os outro nove, onde estão? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?’ E disse-lhe: ‘Levanta-te e vai! Tua fé te salvou’”.
   Vemos neste exemplo do evangelho algo que podemos ver nos dias atuais, foram dez os homens curados, mas apenas um voltou para mostrar sua gratidão, e este não fazia parte daquele povo, era um samaritano que colocou as diferenças de lado para agradecer a um judeu pela graça alcançada.
   Em nossa sociedade hoje vemos que muitos suplicam a Deus para que tenham a graça que necessitam e nem sempre quando alcançam se mostram gratos àquele que o livrou do sofrimento, em alguns casos aqueles que estão fora das igrejas se mostram mais fiéis e reconhecem verdadeiramente a misericórdia de Deus do que aqueles que vivem a vida toda na igreja, pois estar na igreja é uma coisa e ser igreja de Jesus é outra coisa muito diferente.
   Sabemos que Deus é único que pode curar nossas feridas, sejam as do corpo ou as da alma, em Cristo encontramos o único caminho que podemos encontrar a salvação e vemos que a igreja é onde os filhos amados de Deus se encontram para vivenciar e testemunhar este amor de Pai. Devemos viver além das aparências, procurar um contato intimo e verdadeiro com Jesus, deixar de fazer as coisas por obrigação ou para estar bem para os olhares dos outros, como aquele samaritano e como Naamã o sírio devemos do fundo do coração render graças a Deus e como Paulo louvar a Ele mesmo em meio as diversidades, seja na alegria ou na dor temos a oportunidade de nos encontrar com Jesus e com Ele ter uma experiência que mudará para sempre a nossa existência, que possamos nos abrir para a graça de Deus e que sejamos suas testemunhas pelo mundo.
Rubens Corrêa