domingo, 25 de novembro de 2018

Jesus Cristo Rei do Universo (25/11/2018)


Neste domingo celebramos a Solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo, Nosso Senhor nos mostra o verdadeiro sentido do que é ser um rei, Ele não nos oprime com decretos e leis, Ele rege nossas vidas pelo amor e pela misericórdia, mostrou sua humildade ao morrer na cruz, e revelou grande poder ao ressuscitar dos mortos, juntos com Ele ressurgimos para uma vida nova, livres das amarras do pecado e com uma grande missão de revelar este amor ao mundo inteiro.

Primeira Leitura: Daniel 7,13-14
Leitura do livro do profeta Daniel: 13“Continuei insistindo na visão noturna, e eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como filho de homem, aproximando-se do ancião de muitos dias, e foi conduzido à sua presença. 14Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam: seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá.” – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

Em sua profecia, Daniel tem uma visão do Filho do Homem em todo o seu poder, glória e realeza, e o mundo todo o servindo, Ele tem poder eterno e o seu reino prevalecerá para sempre, Nosso Senhor Jesus Cristo é um rei diferente, Ele governa com amor e se compadece com as dores do seu povo, um rei que se doa por inteiro, corpo e sangue, alma e divindade, em expiação dos nossos pecados, Ele nos quer por inteiro.

No Salmo 92(93) entoamos um canto de alegria, reconhecendo a realeza de Nosso Senhor, é Ele que rege as nossas vidas.
Deus é rei e se vestiu de majestade, glória ao Senhor!
Deus é rei e se vestiu de majestade, revestiu-se de poder e de esplendor!
Vós firmastes o universo inabalável, vós firmastes vosso trono desde a origem, desde sempre, ó Senhor, vós existis!
Verdadeiros são os vossos testemunhos, refulge a santidade em vossa casa pelos séculos dos séculos, Senhor!

Segunda Leitura: Apocalipse 1,5-8
Leitura do livro do Apocalipse: 5Jesus Cristo é a testemunha fiel, o primeiro a ressuscitar dentre os mortos, o soberano dos reis da terra. A Jesus, que nos ama, que por seu sangue nos libertou dos nossos pecados 6e que fez de nós um reino, sacerdotes para seu Deus e Pai, a ele a glória e o poder, em eternidade. Amém. 7Olhai! Ele vem com as nuvens, e todos os olhos o verão, também aqueles que o traspassaram. Todas as tribos da terra baterão no peito por causa dele. Sim. Amém! 8“Eu sou o alfa e o ômega”, diz o Senhor Deus, “aquele que é, que era e que vem, o todo-poderoso”. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

Jesus Rei do Universo que por seu sangue liberta o seu povo, por Ele somos um só reino. Haveria uma prova de amor maior do que dar a vida para que outros tenham vida? Ele foi o primeiro a vencer a morte, ela não tem mais poder sobre Ele, Cristo é o princípio e fim, o Pai o revestiu de toda glória e de todo poder, e o seu reino de paz e de amor se estende por toda terra.

Evangelho: João 18,33-37
Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João: Naquele tempo, 33Pilatos chamou Jesus e perguntou-lhe: “Tu és o rei dos judeus?” 34Jesus respondeu: “Estás dizendo isso por ti mesmo ou outros te disseram isso de mim?” 35Pilatos falou: “Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?” 36Jesus respondeu: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”. 37Pilatos disse a Jesus: “Então tu és rei?” Jesus respondeu: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”. – Palavra da salvação. – Glória a Vós Senhor.

Diante de Pilatos, Jesus se revela rei, e afirmou que foi por isso que ele nasceu, é para dar testemunho da verdade que Ele deu a sua vida, Ele revela que o reino dele não é desse mundo. E como será o reino de Nosso Senhor? Nós somos merecedores deste reino? Para imaginar o reino de Jesus Cristo não precisamos de muito esforço, durante suas caminhadas nesta terra, Ele curou, perdoou, alimentou, virou as costas para as estruturas políticas e religiosas daquela época, e foi ao encontro de quem estavam excluídos pelo sistema, se revelou filho de Deus e nos chamou de irmãos, nos dando assim a filiação divina.

Vendo os exemplos de Jesus sabemos que hoje muitos os entregariam por muito menos que trinta moedas de prata, o seu jeito de agir com quem teoricamente não valia nada incomodariam muita gente, ao revelar o seu reino Nosso Senhor bateria de frente com as ambições de muitos que dizem que o seguem. Como explicar um país de maioria cristã, onde milhares de pessoas não tem o mínimo necessário para viver? Vemos os patrimônios das igrejas e seitas crescendo de forma espantosa e o povo passando fome, sem saúde e educação, sem um teto para abrigar os seus filhos, então escutamos a voz de Jesus dizendo: ‘O meu reino não é deste mundo.’

Que neste domingo possamos com Nosso Senhor aprender as coisas do seu reino, não precisamos esperar viver no seu reino depois que fizermos a passagem para a vida eterna, somos nós os responsáveis pela construção do seu reino já aqui na terra, reino onde não mais existam as guerras, fomes, violências, prostituições, drogas e corrupções, onde as igrejas sejam mais acolhedoras e libertadoras, onde partilhem mais do que acumulem, onde reine a fé, a paz, a esperança e o amor, acredito que este é verdadeiramente o reino de Jesus Cristo Rei do Universo.
Rubens Corrêa


sábado, 17 de novembro de 2018

É preciso diariamente se preparar para o fim. (18/11/2018)

Aproximamo-nos do fim do ano litúrgico, e na liturgia deste domingo somos convidados a meditar sobre o fim dos tempos, muitos se preocupam em tentar formular previsões sobre este acontecimento, mas, só uma coisa que verdadeiramente importa: Será que estamos devidamente preparados para a vinda do Senhor? Como o próprio Cristo nos diz, não sabemos nem o dia e nem a hora, devemos então viver plenamente cada dia como se fosse o último de nossas vidas, não deixar para amanhã o bem que podemos fazer hoje.

Na primeira Leitura o profeta Daniel 12,1-3 nos mostra que Deus envia um defensor para seus filhos que vivem em tempos de provações.
Leitura da profecia de Daniel: 1“Naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, defensor dos filhos de teu povo; e será um tempo de angústia, como nunca houve até então, desde que começaram a existir nações. Mas, nesse tempo, teu povo será salvo, todos os que se acharem inscritos no livro. 2Muitos dos que dormem no pó da terra despertarão, uns para a vida eterna, outros para o opróbrio eterno. 3Mas os que tiverem sido sábios brilharão como o firmamento; e os que tiverem ensinado a muitos homens os caminhos da virtude brilharão como as estrelas, por toda a eternidade.” – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

O profeta nos traz uma mensagem de esperança em meio a muita tribulação, o Senhor envia alguém para socorrer o seu povo escolhido, aqueles que mostraram sabedoria e trilharam os caminhos da virtude brilharão com estrelas eternamente. Mas, quem são estes escolhidos? São aqueles que praticam a justiça do Senhor, alimentam o faminto, dão de beber a quem tem sede, agasalham os que estão com frio e acolhem os que estão desabrigados, eles são sinais de paz, fé e esperança para os mais sofridos e marginalizados pela sociedade, em seus sorrisos mostram a face de Deus que se compadece e caminha com o seu povo.

No Salmo 15(16) colocamos a nossa confiança no Senhor, Ele é o nosso refúgio seguro, quando estamos na sua presença não vacilamos.
Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!
Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos! Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois, se o tenho a meu lado, não vacilo.
Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria e até meu corpo no repouso está tranquilo; pois não haveis de me deixar entregue à morte nem vosso amigo conhecer a corrupção.
Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado!


A leitura da carta aos Hebreus 10,11-14.18 nos dá a dimensão do amor sem limites de Nosso Senhor, Ele se fez verdadeiro sacrifício santo e agradável a Deus para o perdão de nossas culpas.
Leitura da carta aos Hebreus: 11Todo sacerdote se apresenta diariamente para celebrar o culto, oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, incapazes de apagar os pecados. 12Cristo, ao contrário, depois de ter oferecido um sacrifício único pelos pecados, sentou-se para sempre à direita de Deus. 13Não lhe resta mais senão esperar até que seus inimigos sejam postos debaixo de seus pés. 14De fato, com esta única oferenda, levou à perfeição definitiva os que ele santifica. 18Ora, onde existe o perdão, já não se faz oferenda pelo pecado. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

É Nosso Senhor Jesus Cristo o verdadeiro sacerdote, ele não ofereceu outra vida em sacrifício, ele entregou a si próprio em sacrifício para que fossemos resgatados das amarras do pecado, ele está para sempre a direita de Deus onde aguarda até que todos os inimigos estejam debaixo dos seus pés. Em Jesus Cristo somos chamados à perfeição, ele nos santifica e não são mais necessários novos holocaustos. Nós, como seus discípulos, devemos levar ao mundo sua mensagem de amor e de paz, e denunciar todas as situações de mortes que oprime os filhos de Deus, Cristo nos confia à missão de transformar este mundo pelo amor.

Em seu evangelho São Marcos 13,24-32 nos traz Nosso Senhor Jesus Cristo apresentando a seus discípulos uma reflexão sobre fim dos tempos.
Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos: Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: 24“Naqueles dias, depois da grande tribulação, o sol vai se escurecer e a lua não brilhará mais, 25as estrelas começarão a cair do céu e as forças do céu serão abaladas. 26Então vereis o Filho do homem vindo nas nuvens com grande poder e glória. 27Ele enviará os anjos aos quatro cantos da terra e reunirá os eleitos de Deus de uma extremidade à outra da terra. 28Aprendei, pois, da figueira esta parábola: quando seus ramos ficam verdes e as folhas começam a brotar, sabeis que o verão está perto. 29Assim também, quando virdes acontecer essas coisas, ficai sabendo que o Filho do homem está próximo, às portas. 30Em verdade vos digo, esta geração não passará até que tudo isso aconteça. 31O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão. 32Quanto àquele dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas somente o Pai”. – Palavra da salvação. – Glória a Vós Senhor.

Vivemos em um mundo de muitas guerras, as violências todos os dias fazem inúmeras vítimas, são guerras pelo poder de uma nação sobre a outra, e também para se adquirir maior controle econômico. Como falar de amor, esperança e paz, em um ambiente tão desfavorável? Muitos podem achar que o fim já chegou e que se aproxima a destruição do mundo, mas, se pensarmos bem estas guerras e violências sempre existiram, no tempo de Jesus e dos discípulos, muitos eram perseguidos em mortos, e nações se levantavam em guerras contra as outras nações, Israel estava sobre o domínio do Império Romano e o povo vivia oprimido pelos pesados tributos que tinham que pagar a Roma, o povo clamava por libertação.

Em Nosso Senhor Jesus Cristo recebemos a libertação, ele se mostra um salvador diferente, não pega em armas, ele liberta pela misericórdia e pelo amor, refletir sobre o fim dos tempos nos põe a caminho do encontro definitivo com Jesus, onde o veremos face a face, não podemos desperdiçar o nosso tempo buscando respostas e previsões sobre o fim do mundo, devemos todos os dias seguir o exemplo de Nosso Senhor agindo com misericórdia e amor, há muitas pessoas que necessitam de nós, pessoas que vivem perdidas sem rumo na vida, e nós não podemos negar a ajuda que elas precisam. 

Que neste domingo possamos buscar o verdadeiro sentido do encontro definitivo com Deus, sabemos que a cada dia caminhamos para a passagem desta para a outra vida. E o que apresentaremos diante do Senhor? Devemos fazer nesta vida o que Jesus nos pediu, sem preocuparmos de quando partiremos, levar os nossos irmãos a também seguir ao encontro de Deus deve ser o nosso objetivo, para que na morada celeste todos possamos estar unidos a Jesus Cristo na presença de Deus Pai. Que Nossa Senhora, Mãe de Misericórdia, oriente nossos passos nesta jornada.
Rubens Corrêa


sábado, 10 de novembro de 2018

E não haviam necessitados entre eles (11/11/2018)

No 32º Domingo do tempo Comum vemos a oferta da viúva, sinônimo de pobreza na época, que divide o que tem, e nada lhe falta. Nesta semana lembramos a vida de São Diogo, irmão leigo Franciscano, que assim como a viúva dividia o que tinha com os necessitados.

Na 1ª Leitura - 1 Reis 17,10-16, vemos a hospitalidade da viúva quando recebe Elias e dá a ele o alimento reservado para sua família.
Leitura do primeiro livro dos Reis: Naqueles dias, 10Elias pôs-se a caminho e foi para Sarepta. Ao chegar à porta da cidade, viu uma viúva apanhando lenha. Ele chamou-a e disse: “Por favor, traze-me um pouco de água numa vasilha para eu beber”. 11Quando ela ia buscar água, Elias gritou-lhe: “Por favor, traze-me também um pedaço de pão em tua mão”. 12Ela respondeu: “Pela vida do Senhor, teu Deus, não tenho pão. Só tenho um punhado de farinha numa vasilha e um pouco de azeite na jarra. Eu estava apanhando dois pedaços de lenha, a fim de preparar esse resto para mim e meu filho, para comermos e depois esperar a morte”. 13Elias replicou-lhe: “Não te preocupes! Vai e faze como disseste. Mas, primeiro, prepara-me com isso um pãozinho e traze-o. Depois farás o mesmo para ti e teu filho. 14Porque assim fala o Senhor, Deus de Israel: ‘A vasilha de farinha não acabará, e a jarra de azeite não diminuirá, até o dia em que o Senhor enviar a chuva sobre a face da terra’”. 15A mulher foi e fez como Elias lhe tinha dito. E comeram, ele e ela e sua casa, durante muito tempo. 16A farinha da vasilha não acabou nem diminuiu o óleo da jarra, conforme o que o Senhor tinha dito por intermédio de Elias. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

A viúva repartiu tudo que tinha e ainda sobrou alimento, pois o senhor é fiel para sempre.

No Salmo 145/146 elevamos o nosso canto bendizendo ao Senhor que nunca desampara os seus filhos.
Bendize, minha alma, bendize ao Senhor!
O Senhor é fiel para sempre, faz justiça aos que são oprimidos; ele dá alimento aos famintos, é o Senhor quem liberta os cativos.
O Senhor abre os olhos aos cegos, o Senhor faz erguer-se o caído; o Senhor ama aquele que é justo. É o Senhor quem protege o estrangeiro, quem ampara a viúva e o órfão, mas confunde os caminhos dos maus.
O Senhor reinará para sempre! Ó Sião, o teu Deus reinará para sempre e por todos os séculos!

Na 2ª Leitura Hebreus 9,24-28, nos mostra o verdadeiro sacerdote, Jesus Cristo, que oferecendo o próprio sangue nos redimiu de todos os pecados.
Leitura da carta aos Hebreus: 24Cristo não entrou num santuário feito por mão humana, imagem do verdadeiro, mas no próprio céu, a fim de comparecer, agora, na presença de Deus, em nosso favor. 25E não foi para se oferecer a si muitas vezes, como o sumo sacerdote que, cada ano, entra no santuário com sangue alheio. 26Porque, se assim fosse, deveria ter sofrido muitas vezes, desde a fundação do mundo. Mas foi agora, na plenitude dos tempos, que, uma vez por todas, ele se manifestou para destruir o pecado pelo sacrifício de si mesmo. 27O destino de todo homem é morrer uma só vez, e depois vem o julgamento. 28Do mesmo modo, também Cristo, oferecido uma vez por todas para tirar os pecados da multidão, aparecerá uma segunda vez, fora do pecado, para salvar aqueles que o esperam. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

No Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. Marcos 12,38-44, Jesus chama atenção para a oferta da viúva em contradição àqueles que gostam de se mostrar.
Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos: Naquele tempo, 38Jesus dizia, no seu ensinamento a uma grande multidão: “Tomai cuidado com os doutores da lei! Eles gostam de andar com roupas vistosas, de ser cumprimentados nas praças públicas; 39gostam das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos melhores lugares nos banquetes. 40Eles devoram as casas das viúvas, fingindo fazer longas orações. Por isso eles receberão a pior condenação”. 41Jesus estava sentado no templo, diante do cofre das esmolas, e observava como a multidão depositava suas moedas no cofre. Muitos ricos depositavam grandes quantias. 42Então chegou uma pobre viúva que deu duas pequenas moedas, que não valiam quase nada. 43Jesus chamou os discípulos e disse: “Em verdade vos digo, esta pobre viúva deu mais do que todos os outros que ofereceram esmolas. 44Todos deram do que tinham de sobra, enquanto ela, na sua pobreza, ofereceu tudo aquilo que possuía para viver”. – Palavra da salvação. – Glória a Vós Senhor.

As leituras de hoje nos apresentam o exemplo da viúva como símbolo da partilha, a partilha com Elias, onde apesar de ter apenas pouco alimento, o divide com o visitante e sua vasilha não fica vazia.

Do mesmo modo no Evangelho, a viúva doa duas moedas, porém tudo o que tem para seu sustento e nesse mesmo texto Jesus chama atenção para aqueles que exploram os pobres.

Alguns fieis ficam preocupados por acharem que não tem nada pra partilhar, mas a partilha vai além do dinheiro, podemos doar nosso tempo, nossa experiência, nossa oração e nosso trabalho para o bem comum. Partilhar nossa vida para ajudar a fazer a vida do outro melhor.

Vemos o exemplo dos discípulos que dividiam tudo, e das primeiras comunidades que colocavam tudo em comum e não havia necessitados entre eles. 

A abordagem de Jesus Cristo, que nos apresenta a imagem da viúva que soube doar de sua pobreza, pode ajudar-nos a nos tornar mais responsáveis e comprometidos com os outros. Precisamos saber doar do pouco que temos. Esta liturgia nos mostra que, escutando e partilhando, conseguimos reconhecer os sinais de amor que nos colocam em comunhão para que não consideremos suficiente apenas fazer nossa oferta, mas nos esforcemos para transformar as injustiças.
Carla Matos


sábado, 3 de novembro de 2018

Solenidade de Todos os Santos: “Bem-aventurados os que promovem a paz.” Mt 5, 9 (04/11/2018)

Neste domingo celebramos a Solenidade de todos os Santos, ouvindo as palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo que ao proclamar as bem aventuranças nos faz um forte chamado a santidade e a santificar este mundo, olhemos para a vida de inúmeros homens e mulheres que mesmo sentindo as dificuldades da missão seguiram a Nosso Senhor, deram suas vidas pelo Reino de Deus e que hoje participam da sua glória, eles nos mostram que a santidade é um caminho possível e que nele encontramos a verdadeira felicidade.

Na leitura do livro do Apocalipse 7,2-4.9-14 São João nos mostra os fiéis em meio as grandes provações.
Leitura do livro do Apocalipse de são João: Eu, João, 2vi um outro anjo, que subia do lado onde nasce o sol. Ele trazia a marca do Deus vivo e gritava, em alta voz, aos quatro anjos que tinham recebido o poder de danificar a terra e o mar, dizendo-lhes: 3“Não façais mal à terra, nem ao mar, nem às árvores, até que tenhamos marcado na fronte os servos do nosso Deus”. 4Ouvi então o número dos que tinham sido marcados: eram cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel. 9Depois disso, vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, que ninguém podia contar. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro; trajavam vestes brancas e traziam palmas na mão. 10Todos proclamavam com voz forte: “A salvação pertence ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro”. 11Todos os anjos estavam de pé, em volta do trono e dos anciãos e dos quatro seres vivos, e prostravam-se, com o rosto por terra, diante do trono. E adoravam a Deus, dizendo: 12“Amém. O louvor, a glória e a sabedoria, a ação de graças, a honra, o poder e a força pertencem ao nosso Deus para sempre. Amém”. 13E um dos anciãos falou comigo e perguntou: “Quem são esses, vestidos com roupas brancas? De onde vieram?” 14Eu respondi: “Tu é que sabes, meu senhor”. E então ele me disse: “Esses são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do Cordeiro”. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

A visão do apóstolo São João nos revela as imensas tribulações que neste mundo passam vários homens e mulheres que se mantem fiéis a Nosso Senhor Jesus Cristo, a estes Ele marca com o selo do Deus vivo e são reconhecidos como verdadeiros servos de Deus. Ainda hoje somos chamados a nos revestir de branco como símbolo do nosso desejo de sermos puros como o Senhor, lavando e alvejando as nossas roupas no sangue do Nosso Senhor Jesus Cristo que se entregou como vítima expiatória para perdão dos nossos pecados, entendo a Paixão de Jesus Cristo é que compreendemos a dimensão da missão que nos foi confiada, nos santificar e por Ele santificar o mundo.  

No Salmo 23(24) reconhecemos os incontáveis prodígios que o Senhor fez e faz pelo mundo e a Ele elevamos nosso canto de gratidão.
É assim a geração dos que procuram o Senhor!
Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, o mundo inteiro com os seres que o povoam; porque ele a tornou firme sobre os mares e, sobre as águas, a mantém inabalável.
“Quem subirá até o monte do Senhor, quem ficará em sua santa habitação?” “Quem tem mãos puras e inocente coração, quem não dirige sua mente para o crime.
Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa de seu Deus e salvador.” “É assim a geração dos que o procuram e do Deus de Israel buscam a face.”

Na primeira carta de São João (1Jo 3,1-3) vemos que por meio de Nosso Senhor Jesus Cristo recebemos a filiação divina, somos filhos amados de Deus.
Leitura da Primeira Carta de São João: Caríssimos: 1Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos! Se o mundo não nos conhece, é porque não conheceu o Pai. 2Caríssimos, desde já somos filhos de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos! Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele é. 3Todo o que espera nele purifica-se a si mesmo, como também ele é puro. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

De Deus Pai recebemos esta grande dádiva, ser chamados filhos de Deus e devemos agir verdadeiramente como filhos legítimos que obedecem a sua santa vontade, as nossas atitudes em meio a sociedade deve transparecer esta filiação, não é um caminho fácil, mas vemos em Nosso Senhor Jesus Cristo um modelo de perfeito e viável para fazer a vontade do Pai, Ele mesmo sendo que é, cumpriu até o fim a sua missão e o Pai o exaltou diante do mundo inteiro, também somos chamados a manifestar a graça de Deus para o mundo, assim como fez e faz Nosso Senhor. Nossa missão é continuar os passos de Jesus Cristo em meio as tormentas deste mundo que ainda não conheceu a sua luz.

Do evangelho segundo São Mateus 5,1-12 recebemos de Nosso Senhor os ensinamentos para percorrermos o caminho rumo a santidade.
Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus: Naquele tempo, 1vendo as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2e Jesus começou a ensiná-los: 3“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus. 4Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. 5Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. 6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. 11Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós por causa de mim. 12Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”. – Palavra da salvação. – Glória a Vós Senhor.

Proclamando as bem aventuranças Nosso Senhor Jesus Cristo nos mostra que a jornada que nos leva até a presença de Deus passa pelo caminho da pobreza de espirito, da aflição, da mansidão, do desejo de justiça, da misericórdia, da pureza de coração e da promoção da paz, defendendo os ensinamentos de Nosso Senhor com toda a certeza seremos injuriados e perseguidos por aqueles que se sentem ameaçados pela defesa dos direitos dos desvalidos, aconteceu o mesmo com Jesus Cristo que anunciando e denunciando mexeu na posição de alguns privilegiados. Ser perseguidos por causa do Reino de Deus deve ser um motivo de grande alegria para nós, porque sabemos que não estamos nos moldando ao mundo e que lutamos para a transformação dele para enfim fazer a paz acontecer em nosso planeta.

Corpo Incorrupto São Pio de Pietrelcina 
Em todos seus ensinamentos, Nosso Senhor nos chama a uma transformação radical, Ele nos quer santos como o Pai é Santo, Ele conhece as nossa fragilidades e sabe que por muitas vezes vacilaremos em nossa caminhada de fé, mas nos abre o caminho da reconciliação no Sacramento da Penitência, é passando por ele que vamos nos moldando a imagem e semelhança de Nosso Senhor, muitos homens e mulheres passaram por este processo, dizendo sim para a causa de Jesus Cristo lutando por um mundo mais fraterno e de paz, dizendo não a todo o pecado que aprisiona e afasta da presença de Deus, quando caíram em suas fraquezas viram em Nosso Senhor a força para se reerguer na vida e trilhar para a santidade. Este deve ser o nosso caminho.

Que neste domingo possamos fazer um firme proposito de percorrer a nossa jornada pessoal rumo a santidade, sabemos que em meio a este caminho iremos encontrar muitos obstáculos que tentarão nos convencer de que a caminhada é em vão e passaremos por muitas tribulações, mas nunca devemos esquecer da nossa filiação divina, Deus nos ama incondicionalmente como filhos e nunca irá nos desamparar,  olhando para a santidade da vida de tantos homens e mulheres que se confiaram nas mãos de Nosso Senhor Jesus Cristo, Ele nunca deixa uma obra inacabada e que nEle podemos confiar também a nossa vida. Que Nossa Senhora modelo de amor, entrega e virtude conduza os nossos passos até Seu Filho para sermos finalmente conhecidos como bem-aventurados.
Rubens Corrêa